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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2012

Saw You!

Encontrámo-nos à porta de um centro comercial de uma terra que não nos dizia nada, nem a ti nem a mim, mas que ficava a meio caminho para os dois. A curiosidade que ambos sentíamos em saber como seria a pessoa por detrás da voz já tinha chegado ao ponto de, “I can´t stand it any longer”. Sempre que falava-mos ao telefone, sobre os mais diversos assuntos, os timbres, sobretudo o meu como teimavas em dizer, fazia-nos enlouquecer de vontade. Eu aparento sempre uma tranquilidade enganadora, e tu, um desespero inexplicável.

- Calma miúdo, por que estás tão ansioso?
- Miúdo, eu? Pois, deixas-me assim, a tua voz enlouquece-me.
- Imagina que te desiludes.
- Nem pensar, estou mais do que certo de que vais corresponder ao que imagino de ti.

Interessante como eu não imaginava absolutamente nada de ti, nem face, nem expressões, absolutamente nada, julgo que seria auto - defesa, mas na verdade não criei expectativas, não queria e não podia.
Identificaste-me pelo carro e pelos cabelos compridos cor de co…

Me dancing!

Já não me recordava de quando teria saído à noite assim, tranquila, sem amarras, sem horas para regressar, apenas com o intuito de me divertir, de estar com pessoas bonitas, divertidas, vivas. Éramos um grupo de mulheres bastante generoso, ok, exagerado, acho até que assustámos os homens mal entrámos. Cada uma mais bonita do que a outra, sim eu também, claro. Ainda faço voltar muitas cabeças. Ah pois!

No início da noite fui-me deixando ir nos seus risos, olhei em volta, sorri para mim mesma, gostei da sensação de estar descontraída, pronta para me sentir. A música estava ainda suave e consegui seguir alguns olhares que me seguiam, mas eis que começam a tocar o “Would I lie to you”, do Charles & Eddie. Saltou-me a mola, levantei-me e fui dançando languidamente até à pista. Eu sei que quando danço estou viva outra vez, o meu corpo ganha movimentos que me transcendem, sou naturalmente sensual, mas quando danço mato! Culpem a genética se quiserem, ou a minha mistura de sangue africano,…

Sofia

- Então Jorge, por onde tens andado homem que ninguém te põe os olhos em cima? - Iiiiiih! Nem tu queiras saber. - Já percebi, há passarinho na costa. - Nem mais. Encontrei a mulher da minha vida. - Not again! Lá vamos nós. Quem é agora? - A Sofia do quinto piso. - Da informática? - Sim, a morena que vimos no almoço a semana passada. - Estás a gozar. Aquela… bomba?? - É linda Antunes, linda! - Conta, conta tudo. O que andaste a fazer?
Estes dois já se conheciam desde a faculdade, chegaram a partilhar namoradas, altas sessões de sexo em camas encostadas. Até gemiam em conjunto e passavam horas a deslindar as capacidades anatómicas.
- Caramba, a fulana era malabarista ou quê? Perguntara Antunes aquando da tarde inteiiiira com a Joana. Ou seria Ana? Bem, na verdade não importava muito. Coleccionavam, na verdadeira acessão da palavra, romances de cama e até partilhavam gostos e medidas.
- Ouve, é desta que eu fico pelos beiços, esta é diferente Antunes, completamente.
Nada o preparara para uma mulher a…

Os três As

- Porque estás tão triste e abatida, o que foi que correu mal ontem, Ana?
- Não quero falar sobre isso, desculpa. Foi mau demais.
- Como assim mau? Explica. O Artur? O que te fez esse estafermo?
Andreia nunca gostara muito deste relacionamento de ambos, Ana e Artur. Na faculdade eram muito próximos os três e chamavam-lhes os 3 As, mas nunca se tinham relacionado para além da amizade. Ficavam horas a fio a estudar e acabavam por vezes a dormir os 3 na mesma cama exaustos e Artur jamais olhara para qualquer uma delas com segundas intenções. No entanto agora já licenciados a trabalharem na área da publicidade, os dois As, Ana e Artur, começaram uma relação que parecia querer recuperar de todos os anos em que se conheciam. Artur estava a fazer um mestrado em Nova Iorque e tinha vindo passar duas semanas a Portugal, ficando em casa de Ana.
- Artur, pára amor assim magoas.
- Eu não vim de tão longe para parar, agora vais aguentar a minha fome de ti.
Agarrou-lhe o pescoço que começou a mordiscar, …

First time!

Falávamos pela internet há pouco mais de um mês, mas encontrámos de imediato imensas afinidades e vontades comuns. Conseguíamos falar sobre tudo e queríamos basicamente o mesmo. Companhia, afecto, amizade, tempo, mimo… ok… sexo também. Tu ainda ias tendo, não com a regularidade que pretendias, Todos os dias? Ahahahah! Vocês nunca estão satisfeitos, mas eu vou confessar que também gosto, preciso, quero, sempre, todos os dias, não a toda a hora, porque a melhor hora para mim é logo no início da tarde, à uma e pouco, a partir dessa altura estou no meu auge. Quando nos começámos a falar estava eu a sair de um relacionamento que durara pouquíssimo e tu foste-me aninhando, encantando, ajudando a sair do que quase não acontecera, mas que deixara marcas. O “merdas”, chamaste-lhe tu e fora-o mesmo. - Quando é que te posso ver? Tocar? Amar? Deixas? Tu és casado, logo à partida é uma situação que me assusta. Não quero interferir em relacionamentos, ser responsável por comparações, avaliações. Fui-m…

You!

Chego à triste conclusão que não sei nada sobre o mundo, as pessoas, as formas de estarem na vida, o que leva a que uns queiram tudo de nós e outros nada! Eu acreditava que iria ser difícil estar sozinha, sem o meu parceiro, amigo, companheiro de uma vida, mas nada me preparara para a “selva” de sentimentos que iria encontrar e da qual não me restaria mais do que me moldar e tentar sobreviver. Foi um homem que terminou com o amor de um outro, foi num dia cheio de sol que a minha vida inteira mudou. Foi nesse mesmo dia que me redescobri e passei a ser mais eu. A mulher! Estranho que até então não me via como tal, tomava-me por adquirida, não me olhava, nem por dentro, nem por fora. Sempre me acharam bonita, sensual, desejável, mas eu teimava em sentir-me diferente. A que ama, o marido, os filhos, os amigos, a família. Até então nem sequer me sentia, tocava ou desejava para além do que me permitiam. - Não sei muito bem o que lhe diga professora, eu estou a ligar-lhe, porque... porque… - Ho…

Sorry, just sorry!

Desculpa, desculpa por favor pelo que deixei de te fazer, de te dizer! Não fui suficientemente madura para ti, não consegui pôr em palavras o que sentia nesta relação, julguei-te o forte, o que conseguiria conduzir-nos, deduzir-me, saber-me, mas numa relação estamos em metades, cada um no seu papel e o meu podia e devia ter sido mais activo. Tomei-te por garantido, não te embrulhei no meu manto de sentimentos, não te amei com palavras, não te disse o quanto te queria, como me enchias os dias de sonhos renovados, o quanto a tua força me fazia bem, até a tua escolha de perfume era perfeita e o teu carro a tua extensão. Cheiravas-me a homem, tocavas-me de mãos seguras, sabias o que querias e esperavas de mim. E o que fazia eu? Olhava para ti embevecida, alimentava-me dos teus beijos, encolhia-me nos teus braços, silenciava-me sorvendo o que os teus lábios me proporcionavam. Ouvia-te e entendia-te, queria conhecer-te, saber-te todo e ia apenas respondendo às tuas mil perguntas, sorrindo-t…

Hoje

Vi-te hoje, já se passaram quantos anos? Três? Quatro? Nem eu sei muito bem, mas assim que te vi o tempo desvaneceu-se, deixou de contar, apagou tudo o que ficara para trás. Olhas-me de olhos firmes postos em mim, quase não pestanejas. As minhas amigas deixam cair um silêncio que nos abafa a todos, perguntam-se provavelmente o que sucederá de seguida, mas nem eu sei. Estou incrédula com a tua proximidade, tanto que te desejei e sonhei assim junto de mim. Sinto-me estremecer por dentro e nem sequer tento disfarçar o meu desconforto perante a tua enorme estatura, a mesma que me forçava sempre a esticar-me para te chegar à boca. O quanto te rias então. – “És mesmo pequenina, anda cá que te trago até mim”! Como será que tem corrido a tua vida todos estes anos? Será que te fiz falta? Que outras mulheres encheram o teu vazio? Quem terás tu agora? Tantas perguntas, mas continuamos em silêncio e apenas nos olhamos. Vejo-te aproximar de mansinho, passos inseguros como se me considerasses uma vi…

My Love On Top!

Acordei cheia de energia, cheia de vontade de ti e de te dizer o quanto estás na minha vida para ficar e para cuidar. Sim, vou cuidar melhor de ti a partir de hoje. Vou-te encher de tudo o que armazenei para o dia em que alguém como tu entrasse na minha vida. Não vou questionar mais nada, prometo, vou apenas beber todas as gotas que saírem de ti, de mim, do que temos juntos. Ok, as mulheres pensam demasiado, verbalizam desnecessariamente, mas até tu mesmo já admitiste que as minhas palavras preenchem o teu universo e te deixam mais completo. Serão as palavras que nos acompanharão sempre, mudando tudo à sua passagem. Os silêncios, esses sim  deixam-nos vazios por dentro, apenas preenchidos por dúvidas, por … “ses”… e se? Eu, como tão bem sabes, não deixo nada por dizer, encho-te e preencho-te de sons que te mostram o quanto de desejo, o quanto te quero e amo! Ainda não tinhas ouvido de nenhuma mulher “os amo-te” que segundo dizes, te vêm mudando a vida. Eu no entanto acordo e nunca ado…