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A mostrar mensagens de Janeiro, 2014

Como seria?

Como seria se eu me resolvesse a incluir-te?

Do que terei afinal que abdicar que importe assim tanto, de que parte de mim deixarei de ser dona, como poderão os meus dias revolver-se? Se não sei as respostas porque não aceito as perguntas, porque não arrisco mesmo que nunca me respondam realmente?
Tenho que ser capaz de alargar a minha zona de conforto e preparar-me para dar tudo o que sei que consigo. Conheço-me o bastante para saber que se o fizer, o farei inteira, permitindo a quem eu escolher, o melhor de todos os mundos. Sei que amo com a intensidade dos condenados e que só quero para os outros o que concebo para mim mesma.
Como seria se eu baixasse a guarda, se parasse de ter medo, se arriscasse a felicidade, mesmo que com ela venham pedaços de uma outra vida?

Tirar algum tempo para me poder ver realmente...

Tirar algum tempo para me poder ver realmente!

Preciso de impedir que a vida me amargure, que me recorde a cada dia o que deixei de fazer, o que não tive por incapacidade minha, por medos infundados, por não ter tirado tempo para o entender...

Quero poder falar de tudo com a pessoa que me escutará sem me julgar, entendendo que até eu tenho limitações, que não sei tudo, mas que me esforço para fazer o que o meu coração deseja, não passando por cima de ninguém, aceitando que nem todos se encaixarão no que sou e desejo para mim.

Prometo que vou tirar algum tempo para começar a olhar verdadeiramente para mim, para me aceitar e escutar o bastante para seguir o caminho certo.

Estou pronta para começar a cometer erros por amor, mesmo que venha a perder depois de ter desejado muito, mas a usufruir do que me fizerem sentir. Quero ter histórias para contar, verdadeiras, sobre mim, comigo dentro.

É verdade que temos apenas esta vida e eu estou pronta para a viver em pleno, nunca abdicando de mim…

A primeira vez que vi o teu rosto!

A primeira vez em que tudo acontece quando encontramos alguém. Da primeira vez temos o receio de usar as palavras erradas, de não conseguir segurar o olhar não passando o que somos realmente e arriscando dizer demasiado ou deixando tudo por dizer. A primeira vez que vi a tua cara e em que o meu coração bateu descompassado, mesmo sem conseguir explicar porque te sentia assim, porque parecia ter esperado por esse momento toda a minha vida. Nesse primeiro momento, o meu mundo abanou e ainda hoje, sei que não se conseguiu recuperar.

O que sentem as almas quando se reencontram, como se reconhecem e de que forma se expressam?
A minha voz não soou segura, sentia-me a flutuar e tentava em vão identificar-te, gritar o nome que já muitas vezes sei que pronunciei. Apenas preciso de saber onde, quando, o que era eu para ti, quantas vezes nos amámos, como se encaixavam os nossos corpos e quanto tempo durou o que parece ainda não ter terminado...
A primeira vez que vi o teu rosto e mesmo sem te tocar…

Lavada por dentro...

Se ao menos a chuva tivesse esse efeito, se me conseguisse lavar por dentro e deixar-me limpa de sentimentos que se misturam apenas para me baralhar, fazendo com que nenhum dia seja igual ao outro. Se ao menos eu conseguisse manter-me debaixo dela, a senti-la cair, a permitir que se misturasse com as lágrimas que poderiam rolar, tranquilas, sem que me desmascarasse e sem que temesse pela minha fraqueza, sendo apenas eu.

Quem me dera que chovesse tanto em mim, que me lavasse o corpo dorido de querer e precisar tanto. Quem me dera que ela me tocasse e se entranhasse para pelo menos sentir. Poderá parecer desespero, talvez até o seja, mas julgo que estou apenas a necessitar de me sentir viva, de parar de fazer, de dar, de cuidar e de olhar. Apetecia-me ser a que recebe e a que tem na proporção do que me faz falta.

Se não a chuva, pelo menos as palavras vão permitindo que não desista, porque um dia eu sei e sinto, que um dia terei o sorriso renovado e a alma lavada!

Há algo...

Há algo na forma como sorri, parecendo que sabe tudo e que já não tenho nem preciso de olhar outro alguém.

Ainda não consegui entender como e porquê me faz vibrar assim, querer que não deixe de me desejar, que nunca desista de mim porque acredito em tudo o que é.

Não sei ainda, nem quero procurar muito, explicar porque me escolheu, porque o mereci, receando que desapareça de mansinho na noite, deixando-me vazia, num percurso que terá de o incluir.

Há algo que ele tem que mais ninguém consegue e mesmo sem que o entenda, sei que é quem eu reconheço!

Nem sempre...

Nem sempre são os sons familiares e os rostos que conhecemos, que nos arrancam dos dias cinzentos, daqueles em que a nossa fragilidade, porque ela também existe, se derrama e escorre pelas veias!

Sou um ser que se vai bastando a si  mesma, que carrega as baterias a cada dia, para poder continuar a ser a que cuida, aquela com que se conta, a amiga, a mãe, e há muito tempo a companheira que espero alguém ainda possa vir a incluir. Sou tudo e muito mais, mas também quebro, fico vulnerável, tenho medos, pânico por não saber se estou a fazer as escolhas certas, se sei realmente cuidar, se...

Não gosto desta sensação, mas caramba, também sou humana!

Hoje, e de forma improvável, foi alguém, ainda sem rosto, do outro lado de uma vida que não conheço, que me fez sentir melhor, que aligeirou os meus temores, que me acalmou e até permitiu que respirasse fundo e parasse de ver tudo de forma tão assustadora.

Nada acontece por acaso, ninguém chega até nós só porque sim, existirá sempre uma razão, m…

A vida!

A vida por vezes põe no nosso percurso pessoas extraordinárias, bonitas por dentro e por fora, que nos conseguem mudar ou ajudar a que continuemos a ter fé no mundo e no ser humano!

Os dias não deveriam ser sempre iguais, porque a nossa zona de conforto pode ser alargada. Deveremos procurar ter mais tempo e disponibilizá-lo para que também os outros se possam sentir reconfortados, com mais força, com um brilho no olhar, a querer ir mais longe e a superar os obstáculos que são sempre muitos, por vezes mais do que conseguimos suportar.

Neste momento da minha vida, só me apetece ver gente feliz, realizada, com sonhos vivos e a saltitar tal como o fazem os salmões quando vão desovar.

A nossa "casa" já não é mais a mesma, no lugar que sempre conhecemos onde toda a família se mantinha de braços abertos, os vizinhos tinham caras que conhecíamos, e as portas não precisavam de chaves. Agora vamos tendo lugares novos, por vezes até mais frios, mas que representam as nossas escolhas e …

E se eu pedir desculpa?

Não sei se adianta, mas ajuda qualquer coisa, deixa perceber que me preocupo que sei quando magoei, e que a minha incapacidade não deverá ser motivo para deixar de usar uma das palavras mais difíceis.



Não tenho medo de pedir desculpa, mas receio não ter forma de o deixar de fazer. Nunca pretendo magoar, apenas me defendo, ou ataco se for acossada, se me deixarem sem saída, se quiserem de mim o que sei de antemão não poder dar.

Gostava de poder olhar para os outros e não os ver de todo, pelo menos não logo, quem sabe desta forma não andaria um pouco mais, não sairia da minha zona de conforto mais vezes, não lhes daria uma chance de mudarem o que me agradou menos. Juro que quero ser mais serena, aceitar as incapacidades que todos temos, mas vou ter que continuar a pedir desculpa,porque não sei abrir mão da minha exigência, do ter que ser assim e porque sim, porque determinei que ou seria tudo, ou não quereria nada.

Desculpa se não te completo, se não te aceito, se estou um passo à frent…

Ficaste de dizer!

Continuo à espera de te ouvir dizer o que sou e como o sou na tua vida. Engasgas-te na tua incapacidade natural de usar as palavras, que já deverias saber, são o que me fazem continuar. Porque desesperas, porque buscas sons que já ouves faz tempo? Não terão que ser saídas de um romance épico, apenas tuas, simples mas reais, e se o forem, asseguro-te que chegarão até mim.
Não te esqueças, em nenhum segundo, que o que nos trouxe até aqui, aconteceu porque as palavras nos bastaram, porque as soubemos juntar, porque as alinhámos com o que somos um para o outro.
Não sei o que poderá ser mais bonito ou profundo do que aquilo que temos, os dois. Agora só vais precisar de fazer o que já estás a calar faz tempo. Não te esqueças de me cuidar, de estar atento, de me procurares e não apenas com as mãos, com o corpo que já reconheço. Dá-me palavras, tantas quantas eu conseguir guardar dentro de mim, porque de mim, já as soubeste e tiveste. Eu Consegui usar todas as letras, juntá-las uma e outra v…

Aí estão!

Aí estão, os dias intensos, o trabalho que quase me enlouquece, mas que também me enche de uma adrenalina e de uma "loucura" que não consigo descrever!

Só sei estar assim, a correr, à procura uma forma, algo desmedida, de me equilibrar, não sabendo desacelerar, passando aos outros, sobretudo os que trabalham comigo, a sensação e a ideia de que nunca me canso, de que consigo abarcar este mundo e os outros à volta...

Sentei-me, agora, finalmente, após ter tratado de um milhão de assuntos, depois de ter cuidado de tudo e de todos, e ficado com a sensação de que se me apagar, sê-lo-á para sempre e não se irá aproveitar coisa alguma.

Estou de volta à minha capacidade de circular a 200 à hora, mas continuo a conduzir-me como se estivesse em câmara lenta, algo vazia, conseguindo apenas visualizar uma estrada que parece não acabar nunca e que jamais me leva onde quero, onde quer que isso seja realmente.

A começar..

Agora, o meu ano novo. Estou para regressar ao trabalho, após loooongos dias de férias, que me deixaram entre o tranquila, a restaurar-me, e o desesperada, como só podem ficar as mentes inquietas, as almas que nunca sossegam porque desejam muito mais do que estão a conseguir.



Amanhã vou reiniciar as minhas rotinas e avançar para projectos que este ano terão que acontecer, porque o meu deadline é agora. Não sei estar quieta, não sei contentar-me apenas com o que vejo, quero entrar, participar, ter parte do mundo no qual me revejo, ohh yes I do.

Esta sou eu, e quando acordo, logo pela manhã, quer tenha ou não dormido o suficiente, reconheço-me mal me consigo escutar, e para mim estou sempre atenta. A minha voz é a que me acalma e me diz como e por onde tenho que ir, até quando me dirige mal, sabe sempre que o fez porque aquela sou eu, esta sou eu.

Os dias negam-me o sol de que necessito para ter mais força, para querer continuar nesta demanda nada fácil, mas já me consegui adaptar, e ac…

You make me feel...

You make me feel as if I didn´t have to explain myself, as if everything just could go anywhere, and be somewhere I recognize.

Baby what you have done to me, is something I need to say, to scream and shout, because you make me feel so good inside, you make me feel me the person I believe in and need to see and know of.
I still don´t know if you´re gonna stay, but I have never felt this way before, and the waiting, for something, for you, is worth taking, I think...