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A mostrar mensagens de Janeiro, 2015

Para onde mais é que posso ir?

Não estou bem em lado algum, não me apetece estar sem ti e contigo também não é fácil!

Complicado quando percebemos que alguém nos pertence, que nos muda por dentro, que nos faz gastar cada segundo de cada minuto a desejar que nos deseje também, que não precise de precisar de mais nada, porque lhe bastamos nós.

Não sei como me lavar de ti, quando e de que forma te arrancar, porque o teu cheiro já se misturou, a tua pele arrepia a minha e juntos misturamo-nos, fazemos sentido, até quando não nos entendemos. É estranho que te reconheça, é pesado e perturbador que te visualize no futuro que teimas em recusar-me. Quero-te mais do que achei possível, preciso de ti e não te quero perder para outra mulher, para o tempo, para a vida que não cessa de correr.

Tenho dias suaves, em que me deixo ir e não questiono nada, mas outros há em que tudo me recorda de ti, cada passo teima em seguir na tua direcção. Marco o teu número e espero, nervosa, que atendas e me fales de ti. Disfarço que estou bem…

Cuidado!

Cuidado. Enquanto estamos "ocupados" com os nossos planos, a vida pode muito bem estar a acontecer!
Nós, os portugueses, não temos a cultura do "anel" tão intensamente entranhada como algumas do outro lado do mundo, mas a maioria quer encontrar o Sr. Certo, ser pedida em casamento e ficar noiva. Entendo e respeito, mas ESPEREM LÁ! Será que ainda existem Mulheres adultas, no seu juízo perfeito, que após terem estado numa relação se consigam visualizar de vestido de noiva, mesmo que curto e de cor? Juro que gostava de saber. Contem-me, digam-me com o que sonham, se planeiam juntar os trapinhos outra vez e tentar a felicidade eterna, ou se apenas esperam pelo oposto da solidão, por ter alguém que quebre os silêncios que eventualmente se irão instalar, com a idade e com o levantar de asas dos filhos.
Estou mais determinada a não deixar passar a vida, assim a correr em frente aos meus olhos. Tenho que a conseguir agarrar e que a viver, em cada dia. Planos sim, momentos …

Quando estamos sozinhas...

Quando estamos sozinhas, ganhamos umas manias da merda, mas são as nossas merdas de mais ninguém e por isso não incomodam, a não ser... Pois é, mas como é que alguém depois se adapta e "entra" na nossa vida, com tantas manias?

Ainda não sei a resposta a essa pergunta, nem sei se quero alguém, assim, na minha vida, gosto dela, gosto do que faço com ela, gosto dos espaços e dos momentos que crio para mim. PRONTO!

Falo ao telefone, durante horas, com uma das meninas e faço tudo o resto em casa, acabo com uma dor atroz no pescoço, mas nada fica por dizer, nesse dia.

Não sou totalmente livre, tenho filhotes, mas eles sabem como se adaptar, temos rotinas bem orientadas e já consigo ter o meu tempo. Consigo respirar, dançar até que me doam as coxas, tomar duches longos, sair nua da casa de banho, ahh e não menos importante, masturbar-me. Podem fechar a boca agora. Desculpem lá, qual é a mulher numa relação que o faz sem problemas de consciência, sem achar que está a trair o dito cu…

O que significou?

Como classificas a nossa alegada relação, já a entendeste e à forma como te surgi de rompante, avisando-te, recordo-me bem, de que irias ficar para sempre preso a mim se insistisses em me ter?

Riste-te confiante, tentaste relativizar, aligeirar como digo eu, mas deste-te mal e ficaste como o imaginava eu. És homem, sentes de forma diferente, mas tens muitos momentos. Sei, porque me dizes, que não te saio da cabeça. Que cada um dos meus toques te ensombra, te faz vibrar de todo o prazer que te consegui passar e nessa altura, sozinho sem que o consigas evitar, arrependes-te, não de me teres tido, mas de não me teres conseguido manter.

Dou trabalho, questiono tudo o que me rodeia, pergunto sem nunca desistir e só me sossego quando estou satisfeita, quando me respondem, mas usando as palavras certas. Sou uma alma irrequieta, provávelmente uma que já viveu quase todas as vidas que lhe estão reservadas, porque pareço sempre saber como vai tudo terminar e raramente preciso que me mostrem os…

O que vou responder?

Já me pediste, ou melhor, insinuaste, que precisas de me voltar a ver e a ter. Estás de partida, uma vez mais, a distância irá deixar-nos como já estivemos a maior parte das nossas vidas, longe, afastados, um sem o outro.

Se vou? Sim, é certo que o farei. Precisamos de nos despedir e de terminar o que começámos há já demasiado tempo. Tu não sabes, ainda não, que perdeste importância, que a minha alma se libertou, que o teu olhar e sobretudo as tuas gargalhadas, já não me fazem arrepiar, apenas me permitem lembrar de ti, de tudo o que acabei a fantasiar, porque na verdade não existias daquela forma, eras apenas fruto da minha enorme capacidade de te amar.

Desta vez será diferente, o nosso sabor acabará agridoce, cheio do que desejávamos ter sido um para o outro, mas que a vida não deixou. Desta vez faremos amor mais devagar, com menos palavras, sabendo que não teremos mais de nós e que estaremos a fechar um ciclo, depois já nada restará, nem para dizer, nem para fazer.

Gostar de ti, a…

Quando sinto...

Quando acho que só pode piorar, eis que apareces tu e amenizas as minhas dores, arranjas forma de que guarde para mim o que me estava a magoar e o dia consegue terminar de forma serena!

Agradeci-te, faço-o sempre, sei o poder de cada "obrigada", "desculpa", e se as desejo para mim, também sou capaz de as pronunciar, quantas vezes precisar, até que me faça sentir e entender.

Ontem correu mal, porque teimámos, só não fizemos apostas, porque não somos machos, não jogamos às cartas a dinheiro, mas teimámos, as 3, sobre quem teria razão, e uma vez mais fui eu. Bem que o teria dispensado, gostaria de ter ficado com um sorriso triunfante, não por ter vencido, mas por ter estado tão errada, que o resultado só poderia ser em meu benefício no futuro.

Não adianta olhar para onde nunca estiveste, só me resta aceitar e continuar, eu sei como se faz, já estive num lugar semelhante e hoje, já recuperada, voltei a ter o poder, a ser eu a controlar o que sentia, sabendo que se for…

Podia ensinar-te!

Podia ensinar-te, podia, mas não o vou fazer, cabe-te a ti cuidar de que sejamos nós um dia, a bola passou para ti e ou sabes as regras do jogo, ou ficaremos apenas na memória um do outro!

Nunca te pedi nada, nunca te disse que tinha que ser da minha maneira, porque sabíamos ambos que da tua não dava nem servia. Mas do que fugiste afinal? Que medos te assolaram? O que te impediu de apenas me olhares e provares o que tantas vezes disseste sentir? Não tenho respostas, não consigo entender, mas a forma como gosto de ti faz com que te deixe escolher o caminho, com a certeza de que não será o nosso.

Tenho pena, imensa. Tenho receios, uns quantos, sobretudo de não te voltar a ter. De não me conseguir soltar para outro. De guardar, num qualquer canto, esta parte emocional que faz de mim uma mulher tão cheia de tudo, demasiado por vezes, tanto que lamento não ser mais fria, menos corpo e muito menos alma.

Tu sabes, eu sei que sim, mas não consegues mais, as tuas forças são bem mais pequenas …

Foste amiga!

Já somos um laço inquebrável, gosto da tua forma de Mulher do norte, curta e concisa, de gargalhada maravilhosa, de astral bem alto, mesmo quando o teu coração está apertadinho. Sabes, também eu tenho costelas do norte, talvez por isso me salte a tampa, de vez em quando, diga tudo quando devo, e quando até não deveria, seja uma bem disposta crónica e MUITO amiga de quem me trata bem e se importa comigo. Já como inimiga...

Sabes o que faço? Ignoro, saio fora, torno-me um fantasma e nada mais me poderá trazer à vida, não depois de ter sentido o pior dos outros. Não me vejas como intolerante, muito pelo contrário, eu tento e tento, viro e reviro, mas quando percebo que não consigo, que nunca vou mudar os outros, saio fora e vou à minha vida.

Ontem cuidaste-me, deste-me conselhos frontais, empurraste-me para a frente, quiseste que eu parasse de sofrer, mas como te expliquei, deixou de estar nas minhas mãos, nunca fui de querer relações mornas, de aceitar que não me amem como eu sou capaz…

Existe sim...

Quem tenha por destino, ou função, cuidar de nós quando mais precisamos. Eu mesma o faço, quase diariamente e talvez por isso também o tenha recebido em troca de há uns dias a esta parte!

Saber-te desse lado, sem demasiados pormenores, apenas com um "olá" que já me vai confortando e seguido de algumas palavras, poucas, mas que me permitem abafar os silêncios.

Julgo que não terás noção do bem que me fazes, de como as tuas palavras, simples, desprovidas de intenções, por ora e porque não me abro demasiado, me fazem sorrir e já esperar por ti. Tudo chega quando é suposto e na altura em que mais necessitamos e como como nada acontece por acaso, aconteceste tu.

Existem sim, anjos, ombros, pessoas, seres, metades de alguma coisa ou de alguém, que correrão para nós sempre que a alma chorar, sempre que nos apeteça desistir. Agora e nos últimos dias tens sido tu, para mim, no futuro de alguém poderei ser eu outra vez.

Obrigada!

Quando será que me acontece?

Quando será que me acontece? Quais as probabilidades, de também eu um dia aspirar a "algo" assim?

Caramba, nem mesmo constipada, num dia em que desmarquei as aulas porque me senti a mais miserável das mulheres, olhem o que fazem os micróbios, consegui imaginar-me a ter um homem assim por perto. Não me dão pica, os miúdos mais novos. Já me custa tanto aceitar os que com a minha idade ainda andam à procura do norte, que fará garotinhos cujos músculos do corpo são os únicos que exercitam, sem terem consciência de que o cérebro não está apenas a encher as suas lindas cabeças.

Cada um de nós terás as suas devidas propensões e mesmo sendo assediada, incompreensivelmente para mim, por homens mais novos,não os consigo levar a sério e não consigo evitar sentir-me mais mãe do que qualquer outra coisa.

Pronto, como nem tudo é mau e eu até que poderei bem vir a mudar de opinião, lá para os 70, por ora vou olhando e isso sim faz bem a tudo, até à pele!

Estar disponível, emocionalmente...

Estar disponível, emocionalmente não é tarefa fácil, não para mim que a cada dia subo mais um degrau e não tarda estou tão lá em cima que já nem olhar para baixo posso. Fasquias, pois, são uma valente merda para quem as tem, para quem deseja mais e não aceita migalhas, porque se houve lição que me ensinaram, e bem, foi a de gostar de mim, muito e a respeitar-me.

Ainda não me sinto com vontade de me dar, mas vou olhando, mais atenta, para quem ficou pelo caminho, mas não parou de insistir. É que, algures, poderás ter ficado "TU".

Vou manter os modelos que construí antes. Vou afastar quem não se enquadrar e não vou ceder um milímetro se não me tocar à primeira. Por uns tempos serei EU em primeiro lugar, só quando te encaixares TU, então veremos como ceder e como permitir.

Sem pressas, mas preparada para me sentir tocada outra vez, porque o meu corpo pede, precisa e agradece. As portas que fechei lá atrás já não poderão ser abertar, veremos quem chega de novo...

Não tiveste cuidado...

Não tiveste cuidado, nem comigo, nem connosco!

Só deverias dizer o que se sentias realmente, porque de outra fora, em qualquer momento da caminhada, acabaria a soar a falso e depois ia doer, mas eu perdoo-te, faço-o porque assim posso continuar, encontrar o meu caminho e começar outra vez.

Quem quer que seja desta vez, terá que vir com legendas, sob as minhas instruções, sendo o que eu deixar, não porque me tenha tornado amarga, mas porque sei que da minha maneira funciona e amando como sei, é bom, faz bem e não magoa.

Estou quieta, já não olho para trás, deixei-te ir, era o que precisavas. Não me pertencias e agora também já não te pertenço eu. Acabou quando tinha que acabar, quando continuando só iria trazer palavras secas, dores impossíveis de suportar.

já suportei e sobrevivi a um desamor, a alguém que fugiu de mim, mas que acabou a regressar em força, quando já não queria eu, não precisava, porque me reconstruo, sempre, tenho forças para mim e para quem vier comigo, ou desista.

Nã…

Final, mas nunca o fim!

Final, mas nunca o fim, porque podemos sempre recomeçar e retomar a nossa vida de onde a deixámos, até mesmo quando permitimos que alguém entre e quase se instale. Nunca nada se perde, nem mesmo nós, porque ampliamos o que nos vão oferecendo até quando souber a pouco.

Não aceito viver em paz morna (como diz uma conhecida escritora nossa), passei a querer tudo, sobretudo um homem que o seja, que tenha já crescido o suficiente para saber o que quer e de que forma o conseguir. Quero e preciso de alguém determinado, confiante e de sorriso na alma. Se não tiver tudo, não me tenho, não consigo dar-me e ser eu completamente e isso NEVER AGAIN, já o fiz, por demasiado tempo e não gostei do resultado.

Tudo acaba a ser um desafio, mais um teste à nossa capacidade de reagir e de continuar à procura do que importa, e é só assim que concebo a minha vida. Sou eu a condutora, no carro, no barco, em todos os meios de transporte que utilize para chegar lá, a ti, porque sei que existes e que estás à mi…

Fecha os olhos...

Fecha os olhos, pede um desejo, hoje é a tua noite e vais poder fazer e ter tudo o que desejares!

Hoje faremos amor, com todo o tempo que te devo, hoje será como o desejares tu, no chão, ou em qualquer outro lugar que povoe o teu imaginário, porque hoje é a tua noite.

Já sabes que és a pessoa mais importante da minha vida, faço-to sentir de cada vez que te abraço, forte, sempre que tenho tempo para entrar em ti sem vontade de jamais sair e sou meigo, cuidadoso, atento e o teu homem. Os teus desejos são uma ordem para mim, têm-no sido desde que estivemos juntos pela primeira vez e passámos a planear cada dia, mas por vezes sei que te falho, que te dou menos, que não estou lá, aí, nesse lugar que já é meu também. No entanto hoje, hoje meu amor, vou fazer contigo o que já deveria ter feito há muito tempo.

Enquanto me sopras os teus desejos, liberta, solta, a minha mulher, eu vou-tos concedendo todos, sorrindo com o teu crescimento, com a tua capacidade, agora, de te cuidares para que te …

45 dias!

Quem diria que após 45 dias de sol e frio,a minha vida seguiria o seu curso, intocável e sem que a tua ausência me afectasse ao ponto de querer dar um tiro na cabeça? Ihhh que dramática!

É mesmo verdade a célebre afirmação que se atira por aí, "nada como um novo amor para esquecer outro", sobretudo se o velho não trouxe nada assim de tão especial. Tu vieste e foste, à mesma velocidade. Deixaste que eu encontrasse a minha própria forma de te "sobreviver". Os dias nunca mais foram pesados e parei de estar à espera, simplesmente porque não virás, não consegues e não sabes nem tens como.

Eu tentei, falei até se me ter secado a boca. Pedi e expliquei de que forma poderíamos continuar, mas a verdade é que quem não tem, também já não irá encontrar forma, não nesta altura da vida, onde supostamente o que era para aprender, ou já o foi, ou já não será mais.

Afinal conheço-me bem, sei do que falo quando digo que farei desta forma ou daquela, se for nesta circunstância ou nu…

Eu sou assim mesmo!

Eu sou assim mesmo! Não me conhecias e eu certamente também não. Estas coisas levam tempo, as palavras vão e voltam, mas nem sempre com a mesma intensidade. Duas pessoas serão sempre isso mesmo, duas, com visões e vidas próprias, com desejos que nem sempre seguem na nossa direcção e que ao serem revelados nos assustam e confundem.

Eu não te conheço, de forma alguma, não sei como acordas, para que lado da cama e com que humor. Não sei o que fazes antes de te deitares, depois de teres estado comigo e usado todas as palavras que sempre preciso de ouvir. Tu tens dupla face, como qualquer moeda e não podem estar voltadas, ambas, para o mesmo lado, ao mesmo tempo.

Sempre e de cada vez que conheço mais um pouco de ti, que me dizes que és assim e não gosto, entendo que não podes ser feito apenas de matéria "comestível" e que a que for, provávelmente terá alguns dos ingredientes que nunca uso.

És assim e pronto. Eu serei, talvez e também, de formas que te agradam menos. Vamos ver com…

A minha casa e a tua!

A minha casa e a tua, os nossos espaços, pedaços de toda uma vida que juntámos e que agora precisamos de partilhar!

O que é correcto fazer-se, como ter partes de cada um, sem que o outro se sinta invadido, sem que o que somos esteja em perigo ou sob ameaça? Vamos ter que o entender e aprender, tu e eu teremos que falar muito sobre nós, continuar a mostrar-nos para que o perceba realmente o outro, não há outra forma.

Não quero nem preciso de estar TODA onde estás tu, basta-me que me recebas e me dês colo e um lugar onde me sinta bem, tranquila e quem sabe, mais tarde, em casa. Sei que é o que quero, porque estou pronta para to proporcionar também.

Não quero sentir qualquer desconforto quanto estiver no teu "território".
Não quero precisar de me diminuir para te acrescentar.
Não quero impedir-te, ou a mim mesma, de mantermos tudo o que já é nosso. Quero partilhar, quero acrescentar, quero aumentar.

Em breve iremos começar a pensar nesses pequenos grandes pormenores e estou cer…

Quando apenas nos resta o que restou!

Será triste, ou normal nos dias de hoje, que mulheres sozinhas tenham apenas como ponto alto do dia, ver um filme lamechas num qualquer canal de televisão por cabo?

O que nos leva a "fugir" da vida, a não querer sair, a simplesmente viver?

Talvez medo, misturado com muitas desilusões e com falta de vontade de arriscar e sofrer.

Cada uma de nós acaba a encontrar forma de se proteger como melhor souber e puder, porque no final, qualquer que seja o desfecho, sentiremos mais algum conforto na decisão

Uma tarde ou noite, no sofá, a empanturrarmo-nos de chocolates, ou outras bombas calóricas, rindo e chorando, conforme estejamos propensas e comédias ou dramas, será sempre mais seguro e confortável, algo solitário, mas sem qualquer possibilidade de ter o coração partido, again!

Já lá estive, por vezes ainda volto, para me refugiar, para não ter que prestar contas a ninguém, para me sentir, ou simplesmente não sentir nada, de pijama, com os cabelos apanhados e sem qualquer maquilhag…

Porque sou assim?

Porque sou assim? Qual é afinal o meu apego com as palavras?

Por norma entendo perfeitamente, mas tenho momentos em que não consigo encontrar uma razão plausível para ser assim, por ter esta paixão que pulsa por cada vogal, que misturo e volto a misturar, por vezes num arrojo que não entendo.

É graças a esta "fixação" que muitos morrem, ou se matam logo à nascença. Se me abordam de forma embrulhada , com palavras que não fazem sentido, e que não me tocam, é mais forte do que eu, mas olho logo para o lado, inevitávelmente e suspiro de aborrecimento.

Gostava de ser menos exigente e de aceitar que não podemos todos saber do que falamos e como, mas não resisto e acabo a catalogar cada pobre alma, por figuras de estilo.

Para todos quantos estão e ficaram, saibam já que ganharam o direito, vencendo-me pela semântica. Venha lá quem o entenda e explique melhor, se tiver as palavras certas!

As separações fazem doer!

Quem está para nós quando tudo se desmorona e passamos do 100 ao 0 em apenas alguns segundos? As nossas amigas, claro!

Sabem de nós, de que forma sentimos, rimos e choramos, o que precisamos de ouvir, ou se pelo contrário, o silêncio nos assenta melhor. Basta que nos segurem as mãos, que o nosso olhar possa pousar no delas, sem camuflagens, a dizer o que nos vai na alma.

Já fomos menos solidárias, nós as mulheres, umas para as outras, mas no que toca a amizades vincadas, daquelas que foram crescendo connosco, que nos permitiram saber umas das outras, essas são um bálsamo nas nossas vidas.

As separações fazem doer, a sensação de voltar a falhar impede-nos muitas das vezes de acreditarmos em nós e de vermos para além da auto flagelação, nestas alturas, chegam em nosso socorro as amigas, as irmãs de estrada, as parceiras nas vicissitudes e conseguem atenuar quase tudo.

Nada como uma amiga verdadeira para rebater as nossas angústias, para nos recordar do que fomos e o quanto demos, para n…

Eu e tu!

Eu e tu estivemos a dançar, tão juntos que parecíamos querer fundir as almas. Tu gostas da forma como te aqueço quando solto o meu corpo para deixar entrar as músicas que me mudam e transformam, e quando já não aguentas mais olhar-me, desaceleras o meu ritmo, acalmas o meu fogo e dançamos juntos!

Gosto da sensação de estar tão junto a ti, de sentir o teu coração bater, de olhar para o teu queixo que vou beijando, enquanto te sopro as palavras que te ligam por dentro. Elas têm o poder que lhes quero dar e sei o que cada uma te provoca, de que forma ficas depois tão pronto para mim, para me amar como só tu sabes e podes, que as vou tirando, uma a uma, como se fossem trunfos num jogo de cartas e deixando-te mais homem para mim.

Quando dançamos aproveito para te dizer tudo o que não consigo de outra forma, ficamos em transe os dois e tudo se torna possível.

- Queres enlouquecer-me miúda?
- Sim amor da minha vida, quero enlouquecer-te com todo o amor que tenho por ti e que de já não caber …

Gostava...

De conseguir ser uma outra, bem diferente da que conheço!

Por vezes canso-me da minha necessidade de dizer sempre o que sinto e de não me refrear nas palavras.

Por vezes gostava de ser um pouco dissimulada, de não ter que esfregar, em algumas pessoas, a minha noção de integridade e forma de vida.

Por vezes preferia conseguir sorrir perante as inúmeras atrocidades que sempre vão fazendo à nossa língua, aquela que ao ser mal usada origina resultados desastrosos.

Ainda ontem uma amiga me incitava a deixar ir, a largar da mão quem já não faz parte da minha vida, mas assegurei-lhe de que também consigo ter o meu quinhão de cobrança, que ainda não aprendi a deixar ir quem tanto ajuizou e julgou, para agora se estar a estatelar de cara no chão e eu a ver.

Eu sou doce, acessível, mas se me tocarem no botão errado, eu disparo, de forma tão bélica e determinada, que causo danos. Por favor, enquanto não consigo ser outra, a tal que até gostava de ser, cuidem de não mexerem comigo, é que muito p…

Mulheres incríveis!

Mesmo em tempos mais conturbados para as mulheres, sempre se foi sabendo das que se destacaram, pela sua determinação e talento, forçando a que se chegasse até onde estamos agora. Acabamos a tomar por garantido a forma como tudo se encaixa agora, como somos livres de escolher e decidir o que fazer com o resto das nossas vidas, mesmo que ainda existam mentes mais fechadas que se recusam a ver para além da entidade sexual.

Vi o filme duas vezes e fiquei com um enorme respeito por alguém que nos tem permitido continuar a sonhar, várias gerações de nós. Beatrix tinha tudo o que ainda sonhamos hoje, mesmo num século diferente. A força e a teimosia que a transportaram para além da sua época. Ser porque sim, porque não se imaginava de outra forma e porque no seu sonho não cabiam as mentes pequenas.

Fiquei ainda com mais vontade de me superar e de chegar onde há muito me visualizei, percebendo que nada nem ninguém terá como me impedir. Se ela conseguiu...

O primeiro post do ano!

Estou há algum tempo a contemplar o teclado do meu computador, sentindo a importância e a responsabilidade de escrever o primeiro post do ano. Interessante que não me recordo de ter sido assim nos anteriores, talvez seja da idade, ou simplesmente por estar mais consciente da relevância de tudo o que me rodeia e me dá prazer, seja lá o que for, está a impedir-me de fluir e eu por norma "disparo" as palavras e pronto...

Tenho-me focado no amor, na falta dele, nos sentimentos que o antecedem e precedem, fazendo com que estejamos mais alertas e motivados para a vida, ou a sentirmo-nos no chão, desesperados e por vezes, irracionalmente, mortos, por dentro. Não conheço sentimento mais poderoso do que o amor, ele move realmente montanhas, permite-nos correr, mergulhar e saltar de alturas disparatadamente altas, apenas pela quantidade de adrenalina que acabamos a produzir. Tenho sido uma afortunada, porque consigo, arranjo sempre forma, de amar, em primeiro lugar, tudo e todos quan…